Começamos o dia cedo para a hora Portuguesa
que estávamos habituados. Eram 7 da manhã em Portugal, já todos os peregrinos
se tinham feito ao caminho, ainda estávamos nós a tomar o pequeno-almoço num
cafézinho perto do Albergue de Porriño.
Albergue
de Porriño.
Nesta etapa tivemos um dia longo com 36 km, foi um dos dias mais difíceis, tínhamos três montanhas à nossa frente (o Hugo chamava montes) e uma grande parte do troço era bem difícil, os caminhos romanos por vezes complicam a vida aos ciclistas, pois os pedregulhos nem sempre são fáceis de transpor.
Já estávamos a
chegar a Pontesampaio e quase no final da nossa meta do dia a Pontevedra. Vimos
ao fundo a Ria de Vigo.
Ao chegar a Pontesampaio demos com esta casa com uma girafa feita em metal. Foi uma história interessante, pois o marido desta senhora fez cinco girafas iguais a esta, ofereceu-as a familiares. Diz a esposa que ele escolheu a girafa por ser um animal ligeiro, elegante e diferente de qualquer animal que podemos ver em jardins.
Oferendas de
peregrinos numa parede de uma casa ao chegar à pequena cidadezinha banhada pela
Ria de Vigo.
Fomos acompanhados em toda a viagem por os
nossos amigos, quase como se estivéssemos a ser protegido por eles, por todo o
lado víamos gatinhos, este até nos deitou a língua de fora.
Aqui temos Pontesampaio.
Tínhamos agora a terceira montanha à nossa frente, começou entre casas, mas sempre a subir, esta foi a parte mais difícil da etapa, visto também já termos almoçado e com a barriga cheia e o sol a apertar tudo se torna mais difícil.
Uma das casas de
armazenamento de cereais, bastante arrojada diga-se de passagem. Os habitantes
ainda guardam aqui as suas coisas, podem não ser só cereais.
O caminho de Pontevedra tornou-se mais plano para o fim da etapa, fomos brindados por umas vistas maravilhosas, o céu por vezes um pouco encoberto, foi assim que ganhei um escaldão e uma alergia ao sol, devem por tanto colocar muito creme antes de saírem do abrigo.
O caminho de Pontevedra tornou-se mais plano para o fim da etapa, fomos brindados por umas vistas maravilhosas, o céu por vezes um pouco encoberto, foi assim que ganhei um escaldão e uma alergia ao sol, devem por tanto colocar muito creme antes de saírem do abrigo.
Finalmente chegamos a Pontevedra, demos com o nosso abrigo com muita facilidade, está mesmo na entrada de Pontevedra, passam mesmo à entrada... é de ter em atenção que há um Albergue antes de Pontevedra, esse não o vimos.
Fomos jantar perto do Albergue, uma vez mais Zorza. Sim só jantávamos num lugar que tivesse wi-fi para informarmos o mundo que estávamos vivos. Foi uma etapa dura com as três montanhas e o calor.
O Albergue era de boa qualidade também, custou 6 Euros, tinha boas condições de banho, para lavar a roupa, mas só tinha um dormitório que ficou cheio no fim do dia. Nós já fomos dos últimos a chegar, por isso mais vale tentar chegar mais cedo para assegurar cama.
A Sra. voluntária do abrigo era muito simpática e deu umas dicas fantásticas para a próxima etapa. Temos que realçar que o sentimento de entre ajuda, bondade e concelheiro é eminente durante o caminho.


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