Começamos o nosso
último dia de caminho bem cedo, antes das sete da manhã já estávamos a caminho
de Padrón.
Depois de ponderarmos muito sobre o caminho do dia seguinte, sabíamos que íamos ter uma etapa de cerca de quarenta quilómetros, decidimos que iríamos pela nacional, foi uma boa decisão, porque o que importa é chegar a Santiago, não importa o caminho que tomamos. Sentimos a falta de percorrer o caminho como os outros peregrinos, mas nós tínhamos mesmo que chegar a Santiago por causa da nossa boleia de volta a casa.
Parámos num café à beira estrada, onde acabamos por encontrar outros peregrinos, e onde fomos tomar o nosso pequeno-almoço. Neste local vimos este azulejo que achamos apropriado, obviamente o sentido era outro, mas para o nosso caso, temos que beber muita água para não desidratarmos durante o caminho, podem beber das fontes sem preocupações e não pensem que podem encher a garrafa mais à frente porque podem demorar a encontrar outra, mais vale prevenir.
Depois de ponderarmos muito sobre o caminho do dia seguinte, sabíamos que íamos ter uma etapa de cerca de quarenta quilómetros, decidimos que iríamos pela nacional, foi uma boa decisão, porque o que importa é chegar a Santiago, não importa o caminho que tomamos. Sentimos a falta de percorrer o caminho como os outros peregrinos, mas nós tínhamos mesmo que chegar a Santiago por causa da nossa boleia de volta a casa.
Parámos num café à beira estrada, onde acabamos por encontrar outros peregrinos, e onde fomos tomar o nosso pequeno-almoço. Neste local vimos este azulejo que achamos apropriado, obviamente o sentido era outro, mas para o nosso caso, temos que beber muita água para não desidratarmos durante o caminho, podem beber das fontes sem preocupações e não pensem que podem encher a garrafa mais à frente porque podem demorar a encontrar outra, mais vale prevenir.
Já com Padrón à vista e com 19,2 km andados às dez horas da manhã, já víamos o fim a chegar mais perto, a ansiedade começou a aumentar à medida que apareciam placas com os quilómetros a percorrer, mas a partir de uma certa altura deixaram de aparecer placas, por isso ficámos bastante desnorteados, apesar do conta-quilómetros da bike anunciar a quantos quilómetros andávamos.
Quem vai de bike tem que ter cuidado ao chegar a Padrón, esta estrada é muito movimentada, depois desta ponte decidimos percorrer o caminho pedestre de Santiago para não apanharmos tanto trânsito.
Eis a
piadinha de Padrón. ;)
Depois de uma hora de pausa e dos churros com chocolate do Hugo, continuamos o nosso caminho e na saída de Padrón demos com esta estátua dedicada ao peregrino. Tínhamos à nossa frente duas montanhas e a última era a chegar a Santiago.
Quem faz o caminho na Nacional tem de ter em conta que a faixa para os peregrinos é muito estreita e somos por vezes quase levados com a passagem dos camiões que passam constantemente por nós. Temos de ter muito cuidado e tenta sempre encostar o máximo possível à berma.
Em Milladoiro fizemos a nossa pausa de almoço, fomos almoçar uma esparguete a uma pizzaria, algo parecido com a Telepizza mas pior. Não sabíamos o nome da terra onde nos encontrávamos, nem sabíamos ao certo quanto nos faltava para chegar a Santiago. Perguntamos à Sra. que trabalhava no restaurante o quanto nos faltava para chegar a Santiago. Acreditem, quando ela disse "é só descer e voltar a subir e já estão em Santiago" pensamos que a Sra. estava a brincar connosco. Talvez tenha sido a melhor notícia que tivemos durante estes últimos 8 dias.
Fizemos os últimos quilómetros com muita força e determinação até encontramos esta placa... a tão ansiada placa ... Santiago.
Depois daqui foi
sempre a subir até à catedral... talvez tenha sido uma das únicas subidas que a
Isabel pedalou por completo, tanto era a vontade de chegar à catedral. Foi
difícil, o calor apertava, havia muita gente na rua, havia muitos peregrinos a
chegar e que tinham chegado e procuravam o albergue... mas chegamos por volta
das 15 horas à Catedral de Santiago de Compostela.
O que sentimos é inesquecível, foi uma mistura de alívio, dores imensas, orgulho, satisfação pessoal e acima de tudo tínhamos mostrado a nós mesmos que conseguimos o que queremos, basta lutar.
O próximo passo foi descobrir o escritório onde podíamos ter a nossa credencial para termos a nossa promessa cumprida. Para lá chegar, têm que estar com a catedral nas vossas costas, vão para o lado esquerdo, contornam a catedral (vão entrar numa rua estreita) vão dar a fonte num centro de uma pequena praça, depois de terem a fonte do vosso lado esquerdo, viram nessa rua à direita, e o gabinete é a terceira porta à vossa esquerda. Vão ver ai muitos peregrinos à espera do certificado.
O que sentimos é inesquecível, foi uma mistura de alívio, dores imensas, orgulho, satisfação pessoal e acima de tudo tínhamos mostrado a nós mesmos que conseguimos o que queremos, basta lutar.
O próximo passo foi descobrir o escritório onde podíamos ter a nossa credencial para termos a nossa promessa cumprida. Para lá chegar, têm que estar com a catedral nas vossas costas, vão para o lado esquerdo, contornam a catedral (vão entrar numa rua estreita) vão dar a fonte num centro de uma pequena praça, depois de terem a fonte do vosso lado esquerdo, viram nessa rua à direita, e o gabinete é a terceira porta à vossa esquerda. Vão ver ai muitos peregrinos à espera do certificado.
No gabinete vêm este quadro...
Voltámos
uma vez mais à catedral para as fotos de dever cumprido.
Depois o mais difícil foi encontrar o Albergue. Nós ficamos num albergue que não aconselhamos a ninguém, principalmente a mulheres, tinha muito más condições, era um albergue bastante improvisado e custou 10 Euros.
Há um outro Albergue que tem melhores condições mas é um pouco afastado, mas não sabemos onde fica. Mais vale procurarem essa informação antes de partirem e antes de chegar a Santiago.
O cansaço é muito, e só querem chegar e tomar o vosso banho, não há mais forças para procurar o abrigo. Portanto, aconselhamo-vos vivamente a levarem o abrigo em Santiago já escolhido e “sabido”!
Existe um outro abrigo perto da Catedral mas custa 35 euros por quarto, mas podem também levar as bicicletas para o quarto.
No dia seguinte ainda tínhamos que ir abraçar o santo, pois de tarde a fila para entrar na catedral era imensa. Passamos pelo centro de Santiago e partilhamos algumas fotos aqui...
Interior
da Catedral, ia haver missa em italiano quando lá entramos.
Aqui é a entrada para abraçar o Santo, estava uma fila em contorno do espaço onde o Santo se encontra, mas é rápido e é sempre a andar... depois ainda há as catacumbas para serem visitadas. Faz tudo parte do ritual. Além de ainda ter que se fazer uma visita aos telhados da catedral, o que acabamos por não fazer.
Etapa Caldas de Reis e Padrón em pdf
Etapa Padrón e Santiago em Pdf


Sem comentários:
Enviar um comentário