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quinta-feira, 25 de julho de 2013

8ª etapa 03.07.2013

Começamos o nosso último dia de caminho bem cedo, antes das sete da manhã já estávamos a caminho de Padrón.

Depois de ponderarmos muito sobre o caminho do dia seguinte, sabíamos que íamos ter uma etapa de cerca de quarenta quilómetros, decidimos que iríamos pela nacional, foi uma boa decisão, porque o que importa é chegar a Santiago, não importa o caminho que tomamos. Sentimos a falta de percorrer o caminho como os outros peregrinos, mas nós tínhamos mesmo que chegar a Santiago por causa da nossa boleia de volta a casa.

Parámos num café à beira estrada, onde acabamos por encontrar outros peregrinos, e onde fomos tomar o nosso pequeno-almoço. Neste local vimos este azulejo que achamos apropriado, obviamente o sentido era outro, mas para o nosso caso, temos que beber muita água para não desidratarmos durante o caminho, podem beber das fontes sem preocupações e não pensem que podem encher a garrafa mais à frente porque podem demorar a encontrar outra, mais vale prevenir.


Antes de chegar a Padrón vimos este Albergue, que quando passamos já estava vazio, não sabemos dizer ao certo onde fica, mas pensamos que fica em Cortiñas ou em Casal de Eirixo. Parece ter bom aspecto e parece ser acolhedor.



Já com Padrón à vista e com 19,2 km andados às dez horas da manhã, já víamos o fim a chegar mais perto, a ansiedade começou a aumentar à medida que apareciam placas com os quilómetros a percorrer, mas a partir de uma certa altura deixaram de aparecer placas, por isso ficámos bastante desnorteados, apesar do conta-quilómetros da bike anunciar a quantos quilómetros andávamos.




Quem vai de bike tem que ter cuidado ao chegar a Padrón, esta estrada é muito movimentada, depois desta ponte decidimos percorrer o caminho pedestre de Santiago para não apanharmos tanto trânsito.



Eis a piadinha de Padrón. ;)




Depois de uma hora de pausa e dos churros com chocolate do Hugo, continuamos o nosso caminho e na saída de Padrón demos com esta estátua dedicada ao peregrino. Tínhamos à nossa frente duas montanhas e a última era a chegar a Santiago.


Quem faz o caminho na Nacional tem de ter em conta que a faixa para os peregrinos é muito estreita e somos por vezes quase levados com a passagem dos camiões que passam constantemente por nós. Temos de ter muito cuidado e tenta sempre encostar o máximo possível à berma.



Em Milladoiro fizemos a nossa pausa de almoço, fomos almoçar uma esparguete a uma pizzaria, algo parecido com a Telepizza mas pior. Não sabíamos o nome da terra onde nos encontrávamos, nem sabíamos ao certo quanto nos faltava para chegar a Santiago. Perguntamos à Sra. que trabalhava no restaurante o quanto nos faltava para chegar a Santiago. Acreditem, quando ela disse "é só descer e voltar a subir e já estão em Santiago" pensamos que a Sra. estava a brincar connosco. Talvez tenha sido a melhor notícia que tivemos durante estes últimos 8 dias.

Fizemos os últimos quilómetros com muita força e determinação até encontramos esta placa... a tão ansiada placa ... Santiago.





Depois daqui foi sempre a subir até à catedral... talvez tenha sido uma das únicas subidas que a Isabel pedalou por completo, tanto era a vontade de chegar à catedral. Foi difícil, o calor apertava, havia muita gente na rua, havia muitos peregrinos a chegar e que tinham chegado e procuravam o albergue... mas chegamos por volta das 15 horas à Catedral de Santiago de Compostela.

O que sentimos é inesquecível, foi uma mistura de alívio, dores imensas, orgulho, satisfação pessoal e acima de tudo tínhamos mostrado a nós mesmos que conseguimos o que queremos, basta lutar.

O próximo passo foi descobrir o escritório onde podíamos ter a nossa credencial para termos a nossa promessa cumprida. Para lá chegar, têm que estar com a catedral nas vossas costas, vão para o lado esquerdo, contornam a catedral (vão entrar numa rua estreita) vão dar a fonte num centro de uma pequena praça, depois de terem a fonte do vosso lado esquerdo, viram nessa rua à direita, e o gabinete é a terceira porta à vossa esquerda. Vão ver ai muitos peregrinos à espera do certificado.
No gabinete vêm este quadro...


Voltámos uma vez mais à catedral para as fotos de dever cumprido.





Depois o mais difícil foi encontrar o Albergue. Nós ficamos num albergue que não aconselhamos a ninguém, principalmente a mulheres, tinha muito más condições, era um albergue bastante improvisado e custou 10 Euros.

Há um outro Albergue que tem melhores condições mas é um pouco afastado, mas não sabemos onde fica. Mais vale procurarem essa informação antes de partirem e antes de chegar a Santiago.

O cansaço é muito, e só querem chegar e tomar o vosso banho, não há mais forças para procurar o abrigo. Portanto, aconselhamo-vos vivamente a levarem o abrigo em Santiago já escolhido e “sabido”!

Existe um outro abrigo perto da Catedral mas custa 35 euros por quarto, mas podem também levar as bicicletas para o quarto.

No dia seguinte ainda tínhamos que ir abraçar o santo, pois de tarde a fila para entrar na catedral era imensa. Passamos pelo centro de Santiago e partilhamos algumas fotos aqui...









Interior da Catedral, ia haver missa em italiano quando lá entramos.


Aqui é a entrada para abraçar o Santo,  estava uma fila em contorno do espaço onde o Santo se encontra, mas é rápido e é sempre a andar... depois ainda há as catacumbas para serem visitadas. Faz tudo parte do ritual. Além de ainda ter que se fazer uma visita aos telhados da catedral, o que acabamos por não fazer.


Etapa Caldas de Reis e Padrón em pdf


Etapa Padrón e Santiago em Pdf





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